quarta-feira, 6 de abril de 2016

Alguém me explica
que conta estranha é essa

Se a alegria que enche
Alivia

E o vazio que fica
Tanto pesa

domingo, 26 de abril de 2015

Estudem
Mas tenham cuidado
Pois é perigoso também ser
Um ignorante diplomado!
Eu tento dormir cedo
Mas a noite me engana

Esconde durante o dia
Tanta coisa que só surge
Quando penso deitado na cama!
Depois de lida
Pra que serve a palavra
Em tua vida?

terça-feira, 30 de setembro de 2014

A tua escolha
é de fato solução
ou apenas um mal ameno?

Achas de fato a cura
ou apenas escolhe
a dose que tomas do veneno?

segunda-feira, 14 de julho de 2014

E quando eu penso que to pronto
A vida apronta e me desmonta
Me volta a carta que joguei

Jogar de novo os meus dados
Me embaralhar mais uma vez!

sábado, 22 de fevereiro de 2014

Agora eu entendo
Porque de ti não desapego

O laço do nosso amor
Foi nó cego!
Não sei bem o que é pra sempre
Muito menos o que é infinito
Eterno é apenas isso:
Inicio e fim
Fim e início!
Estranho é o ser humano
busca tanto a verdade
e no final sofre com a mesma

Tanto choro e sofrimento...
mas não já sabe que na vida
a morte é a unica certeza?

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Dei a vida
Não quis a morte

Dei o chão
Não quis os calos

Dei a rosa
Não quis espinhos

Tanto ruim achou
De tudo que ganhou
Dei-lhe amor
Morreu sozinho!

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Era tanto cuidado
E tando seguro
Que não deu outra:
Morreu

Se esqueceu
Que a vida não sobrevive 
Sem descuidos

domingo, 18 de agosto de 2013

De tanto ser depois
E não agora

A vida passou por ele
Deu tchau

E foi embora
Há do ser humano
Ser suicida
Pra poder viver

Tanto nele há de matar
Pra tanto nele nascer

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Não meça tanto a dose
Engolir a vida em conta gotas
Não engasga ninguém
De felicidade

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

A linha reta me aperta
Não sei andar nos traços certos
Que fizeram pra eu caminhar

Meus pés buscam as curvas
As rugas das esquinas
Precisam do torto
Pra ficar em pé

Meu sonho é sinuoso
Relevo montanhoso
Exatamente torto
Que tracejei

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Sobre teu colo repouso
E teu corpo vira meu leito
O bater do teu peito
É quem conduz meu sono

E no remar dos meus braços
Me afogo em seus lábios
Acordo em ti

E sonho

sexta-feira, 20 de abril de 2012


O tempo é o vento
Que passa e varre o momento
É chuva que cai em pingos de segundos
Encharca nossas vidas
Nossas veias
É emaranhado de teia
Fiado ao descer e subir do sol




quarta-feira, 4 de abril de 2012

Recortes avulsos

Não tente juntar muita coisa, pra vida nunca temos as malas prontas. Sempre ficarão coisas pra trás e sempre encontraremos outras pelo caminho. Chegar atrasado nos fará perder coisas boas, mas quem sabe encontrar melhores depois. E fará perder coisas únicas, momentos que não voltam, flores só de um dia...e seria melhor, e seria diferente se tivesse acontecido?Vai saber...apenas não foi. Todos os dias tem seu hoje, e hoje é um agora, que também passa, vai embora. Mas é a única coisa que da pra fazer.
Ficando parado ou correndo, o tempo sempre continua, a vida sempre segue. É bom parar e contemplar, mas não quero ficar muito sentado. O chão é duro e meu pé precisa de calos.

Bate uma nosltagia, um saldosismo...no passado era legal né?Que bom que foi,espero criar muita coisa boa pra lembrar (ja pensou ser um avô sem historias pro neto?que coisa triste...)

Acho que isso de contar o tempo é mera invenção humana, mas inevitável. Mas deixa isso pra depois, quem sabe amanha eu termino...

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Não fique muito a salvo
O caminhar do passo
Se faz sentindo o chão

domingo, 8 de janeiro de 2012

Boemia

A rua acolhe meus pés
E qualquer mesa vira distração
A convidar meus lábios

Cada esquina é belo contorno
Da noite que ganha corpo
E a mim se oferece
Em doses de um vinho
Tinto no escuro do céu

E se na volta pra casa
Eu atrapalho meus passos
Foi apenas a lua
A embriagar meus olhos